terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"UM DIA NA VIDA"...de biliões de microorganismos no mar

Para estudar o comportamento de micro-organismos dos oceanos e suas interacções  cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) usaram um robô para colectar bilhões deles no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos.
Imagem capta 'rastros' de bacterioplâncton que ocorre no mar (Foto: Divulgação/MIT)O resultado foi um levantamento que retrata "um dia na vida" dos diminutos seres, segundo a instituição. A pesquisa foi publicada nesta semana no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".
O robô, com capacidade para colectar cerca de um bilião de bactérias, plâncton e demais micro-organismos a cada quatro horas, "fixou" cada amostra para que os seres capturados ficassem preservados, de maneira que seus genes pudessem ser posteriormente estudados em laboratório.
Como os microorganismos são sensíveis às mudanças no ambiente que os cercam, variando a maneira como seus genes se expressam em resposta a modificações de temperatura, luz e outros factores  sua genética mostra muito sobre o habitat em que estão inseridos, dizem os cientistas.
"De certa forma, cada micróbio na natureza é um sensor vivo", disse o pesquisador Edward DeLong, um dos principais autores do estudo. "Há três anos atrás, não seria sequer possível obter um retrato tão exacto da dinâmica das populações de microorganismos e sua actividade no mundo."
Uma surpresa, dizem os pesquisadores, foi encontrar espécies diferentes de seres microscópicos variando a maneira como seus genes se expressam de forma "sincronizada", respondendo às mudanças do ambiente praticamente em conjunto.
É como se os microorganismos estivessem respondendo "colectivamente" diante de alterações ambientais, como a presença de matéria orgânica na água, apontam os cientistas. Isso ocorreu principalmente entre os seres que não fazem fotossíntese.
As amostras de microorganismos foram colectadas ao longo de dois dias, de acordo com os pesquisadores.
FONTE: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/01/estudo-retrata-um-dia-na-vida-de-bilhoes-de-micro-organismos-no-mar.html

sábado, 26 de janeiro de 2013

Leão-marinho-das-Galápagos

A população de uma espécie endêmica do leão-marinho-das-Galápagos (Zalophus wollebaeki) que habita a ilha San Cristóbal, uma das principais do arquipélago de Galápagos, no Equador, se manteve estável ao apresentar um pequeno crescimento -- de 1.398 em 2011 para 1.496 em 2012, informou nesta semana o Parque Nacional de Galápagos (PNG).
A reserva divulgou comunicado informando que um censo em San Cristóbal "reflete a estabilidade da população" de leões-marinhos, cuja espécie está incluída na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) devido ao risco de desaparecer da natureza.
Segundo a fonte, o censo foi realizado entre as dez maiores colônias dos mamíferos nesta ilha para "saber o estado atual das populações. O parque de Galápagos destacou ainda que em 2012 foi elaborado um plano de manejo para a conservação desses animais em San Cristóbal com o objetivo de assegurar a manutenção e recuperação de sua população, "prevendo e evitando impactos do homem diretos e indiretos".
Há trinta anos, o arquipélago de Galápagos foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco por sua flora e fauna únicas no mundo. As ilhas, cujo nome se inspira nas tartarugas gigantes que vivem ali, serviram de laboratório para o cientista inglês Charles Darwain, autor da teoria sobre a evolução das espécies.
leão-marinho-das-Galápagos (Foto: Charlesjsharp/Creative Commons)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

AMAZÓNIA: Espécies de árvores que sobrevivem a mudanças climáticas


Análise genética feita em árvores por pesquisadores dos Estados Unidos e do Reino Unido aponta que muitas espécies existentes na Amazônia continental conseguiriam sobreviver aos efeitos mudança climática causada pela atividade humana, aponta estudo divulgado na quinta-feira (13 de Janeiro) no periódico científico “Ecology and Evolution”.

Um sequenciamento genético feito em espécies de árvores encontradas no bioma conseguiu detectar mutações que datam de 8 milhões de anos. Tais evoluções encontradas indicaram que as árvores sobreviveram a períodos anteriores com alta temperatura global, comparados àqueles que podem ser registrados futuramente no planeta devido às emissões de gases-estufa – conforme previsão do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).
No entanto, incêndios florestais provocados e a superexploração de recursos naturais ameaçam o futuro do bioma, que cobre uma extensão de 7,8 milhões de km² e abrange nove países da América do Sul (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela).
De acordo com pesquisadores, durante o período Mioceno (entre 11,5 milhões a 5,3 milhões de anos atrás) as temperaturas que atingiram a região amazônica se aproximavam à projeção do IPCC para 2100, utilizando o pior cenário de fortes emissões de carbono.
Relatório do grupo divulgado em 2007 aponta para uma alta de  6,4 ºC se a população e a economia continuarem crescendo rapidamente e se for mantido o consumo intenso dos combustíveis fósseis (pior cenário).
Isso poderia causar secas extremas no bioma e um fenômeno chamado de savanização, quando a floresta mudaria de perfil, com uma existência maior de plantas que conseguem sobreviver a altas temperaturas (seleção natural), assim como aquelas que já existem no cerrado brasileiro.
Maior proteção contra ação humana
Os cientistas analisaram 12 espécies de árvores existentes em regiões do Panamá e Equador. Além disso, foram usadas amostras encontradas no Brasil, Peru, Guiana Francesa e Bolívia.
Christopher Dick, autor do estudo e professor da Universidade Michigan, nos EUA, afirma que a pesquisa fornece evidências de que as árvores da Amazônia que já enfrentaram temperaturas altas podem até tolerar, a curto prazo, mudanças ambientais futuras
No entanto, Simon Lewis, University College London e da Universidade Leeds, ambas britânicas, que também participou do estudo, adverte que a sobrevivência dessas espécies às alterações climáticas dependerá de uma maior proteção da floresta, que enfrenta forte influência humana – o que não acontecia há milhões de anos. Por conta disto, pede uma maior política de conservação para combater o desmatamento voltado à agricultura ou mineração.
“Nós também precisamos de ações mais agressivas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com o intuito de minimizar o risco da seca e impactos das queimadas, além de garantir o futuro da maioria das espécies amazônicas”, explica o pesquisador em comunicado.
Desmatamento Amazônia 2012 (Foto:  )
FONTE: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/12/arvores-da-amazonia-podem-resistir-aquecimento-da-terra-diz-estudo.html


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Rinoceronte: PERIGO DE EXTINÇÃO

O rinoceronte pode desaparecer na África do Sul até 2020 devido à da caça predatória, alertaram as reservas particulares do país, que exigem do governo medidas para evitar a extinção do mamífero.
Segundo um estudo apresentado pela Associação de Proprietários de Rinocerontes, se a caça furtiva continuar nesse ritmo, a espécie poderá se extinguir em oito anos.
O sul-africano Brent Stirton, fotógrafo da Getty Images para a revista 'National Geographic', venceu na categoria Natureza (Histórias) com a série 'Guerra de Rinocerontes'. A foto mostra uma rinoceronte que teve seu chifre retirado com uma serra elétrica. (Foto: Reuters/Brent Stirton/Getty Images)






Na África do Sul, existem cerca de 400 reservas privadas que guardam um de cada quatro rinocerontes do país, onde pelo menos 108 exemplares foram mortos nos primeiros dois meses e meio deste ano, segundo os dados dos Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks).
O número poderá chegar a 1.300 animais em 2012, triplicando o recorde atingido em 2011, quando 448 foram mortos, de acordo com Jabulani Ngubane, responsável pela segurança da reserva de Ezemvelo, em KwaZulu-Natal.
Ngubane, citado nesta semana pelo jornal sul-africano "The Star", disse que os caçadores furtivos estão transferindo sua atividade dos parques nacionais, onde aumentou a segurança, para as reservas naturais particulares menores.
Reaçao à caça
Os especialistas calculam que na África do Sul exista cerca de 20 mil rinocerontes, embora o número exato seja desconhecido. "Precisamos de um censo adequado de rinocerontes na África do Sul, porque o governo acredita que tem tempo para reagir e não está fazendo o suficiente", afirmou Lorinda.
Os donos de reservas naturais particulares estão aplicando medidas para evitar a matança de exemplares, cujo chifre chega a preços superiores ao do ouro no mercado negro asiático, onde se atribui às peças supostas propriedades medicinais e afrodisíacas.
"É uma corrida constante. É preciso ampliar as medidas de segurança constantemente, já que os caçadores aprendem como burlá-las", explicou Colin Patrick, responsável pela reserva de Montainview, junto ao Parque Nacional Kruger, no norte do país.
Envenenar o marfim com toxinas ou retirar as hastes dos animais são algumas das soluções que os donos dessas reservas estão fazendo para impedir a caça de seus rinocerontes e a perda de seu investimento, que chega a mais de US$ 40 mil por animal.

domingo, 20 de janeiro de 2013

ÁFRICA: Leões perdem Habitat

Um novo estudo revelou que os leões que deambulam pelas savanas de África perderam até 75% do seu habitat nos últimos 50 anos, na sequência do aumento da densidade populacional nestes territórios.


estudo, da responsabilidade de investigadores da Duke University, nos Estados Unidos, publicado pela revista científica "Biodiversity and Conservation", alertou que o número de leões no continente africano caiu para cerca de 32.000, com as populações de leões presentes na África Ocidental, região que integra países como Guiné-Bissau, Nigéria, Mali, Costa do Marfim, Senegal ou Burkina Faso, a sofrerem uma forte pressão.
«O número de leões caiu abruptamente durante o século passado», indicou o estudo, recordando que há 50 anos existiam perto de 100.000 leões em todo o continente africano.
«A situação na África Ocidental é particularmente terrível, sem registo de grandes grupos [destes animais] e a espécie ausente de muitos dos parques nacionais da região», referiu o documento.
Nos últimos anos, a ocupação por populações humanas de territórios reconhecidos como tradicionais habitats de leões provocou a diminuição do número destes animais, bem com fragmentou os clãs existentes, sublinharam os investigadores.
Cinco países africanos terão perdido as suas populações de leões desde 2002, ano em que o estudo começou a ser desenvolvido.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013