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domingo, 20 de janeiro de 2013

ÁFRICA: Leões perdem Habitat

Um novo estudo revelou que os leões que deambulam pelas savanas de África perderam até 75% do seu habitat nos últimos 50 anos, na sequência do aumento da densidade populacional nestes territórios.


estudo, da responsabilidade de investigadores da Duke University, nos Estados Unidos, publicado pela revista científica "Biodiversity and Conservation", alertou que o número de leões no continente africano caiu para cerca de 32.000, com as populações de leões presentes na África Ocidental, região que integra países como Guiné-Bissau, Nigéria, Mali, Costa do Marfim, Senegal ou Burkina Faso, a sofrerem uma forte pressão.
«O número de leões caiu abruptamente durante o século passado», indicou o estudo, recordando que há 50 anos existiam perto de 100.000 leões em todo o continente africano.
«A situação na África Ocidental é particularmente terrível, sem registo de grandes grupos [destes animais] e a espécie ausente de muitos dos parques nacionais da região», referiu o documento.
Nos últimos anos, a ocupação por populações humanas de territórios reconhecidos como tradicionais habitats de leões provocou a diminuição do número destes animais, bem com fragmentou os clãs existentes, sublinharam os investigadores.
Cinco países africanos terão perdido as suas populações de leões desde 2002, ano em que o estudo começou a ser desenvolvido.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Bufo-real

Bufo-real (Bubo bubo) é uma ave da família Strigidae, a mesma de outras aves de rapina nocturnas habitualmente chamadas de mochos e corujas. No entanto, o que torna o Bufo-real especial são os seus 70 cm de altura que fazem dele a ave de rapina nocturna com maior porte a nível mundial.
Ficheiro:Status iucn3.1 LC pt.svgO Bufo-real pode ser encontrado não só na Europa, mas também na Ásia e no norte de África. Em Portugal, podemos encontrar esta ave principalmente em áreas de difícil acesso, com um relevo acentuado, sendo o Bufo-real mais comum nas zonas mais remotas do interior.
O Bufo-real é mais frequente nas bacias hidrográficas do rio Guadiana, do Tejo e do Douro, bem como nas serras do Caldeirão e do Barrocal algarvio e ainda em Trás-os-Montes, nas Beiras, no Alentejo e no Algarve.
Os ninhos desta ave costumam ser feitos em cavernas, fissuras ou em plataformas rochosas, bem como em troncos, buracos de árvores, arbustos e por vezes até nos solo, em zonas de declive acentuado. Em alguns locais, foram encontrados ninhos de Bufo-real em edifícios antigos, ou então em ninhos de outras aves.

A alimentação do Bufo-real baseia-se principalmente de alguns mamíferos de pequeno e médio porte, tais como ratos e ratazanas, mas também de aves de tamanho médio. Por vezes, embora raramente,eles também se alimentam de outras aves de rapina, de anfíbios, de répteis, de peixes e até de cadáveres.
Esta é uma espécie monogâmica  ou seja, a relação do casal é duradoura e permanente, sendo que as crias recebem cuidados tanto do macho como da fêmea. Esta ave é fiel à sua área de nidificação, podendo utilizar mais do que um ninho, dentro do mesmo território, apesar de preferir ter apenas 1 ou 2 ninhos durante muitos anos. Em Portugal costuma nidificar nos meses do inverno e da primavera (dezembro a junho).

Os principais factores de ameaça desta ave são essencialmente de origem humana. Visto que o Bufo-real realiza muita actividade em zonas rurais e peri-urbamas, usando os apoios eléctricos como local de poiso de caça e dormitório, é comum ocorrer a colisão e electrocussão nas linhas aéreas de distribuição eléctrica. Outro dos factores de mortalidade da espécie prende-se com o abate a tiro, por parte dos humanos, bem como o uso de iscos envenenados. Além disso, com a rarefacção das populações de Coelho-bravo, uma das suas presas, o número de aves desta espécie também tem vindo a diminuir. Outra ameaça importante é a instalação de parques eólicos nas zonas que ficam próximas dos locais de nidificação, seja durante a sua construção, seja durante a fase de exploração, não só devido ao aumento de humanos que começam a frequentar essas regiões, mas também devido ao perigo de colisão com as pás dos aerogeradores.




sábado, 6 de outubro de 2012

Conservação da Natureza - Ecossistemas

O novo sistema de classificação, que avaliará o estado dos ecossistemas às escalas local, regional e mundial e que foi anunciado no congresso mundial da IUCN de há quatro anos, estará concluído em 2025. O objetivo é que oriente as ações de conservação, auxiliando no planeamento do uso do solo e definição de prioridades em termos de investimento, ao determinar o risco de colapso de um ecossistema e da consequente perda dos serviços associados.


Em 2008 a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) anunciou a criação de um sistema de classificação dos ecossistemas análogo à Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, que denominou Lista Vermelha dos Ecossistemas.

A Lista Vermelha dos ecossistemas deve ser encarada como uma nova ferramenta de Conservação. O objetivo deste sistema que classificará todos os ecossistemas marinhos, terrestres, de água doce e subterrâneos como “Vulnerável”, “Em Perigo” ou “Criticamente em Perigo” é orientar o planeamento do uso do solo e a definição de prioridades de investimento. Os ecossistemas serão classificados de acordo com o risco de colapso, calculado com base num conjunto de critérios definidos e aceites a nível internacional, e de consequente perda dos serviços de ecossistema associados.

Na prática os resultados da classificação da Lista Vermelha dos ecossistemas permitirão identificar os ecossistemas com risco de colapso baixo, que apenas precisam de ser geridos de forma sustentável, e os ecossistemas que, por estarem ameaçados, necessitam de ser alvo de restauração ecológica. 

Por outro lado, a Lista Vermelha dos Ecossistemas também influenciará a implementação de acordos internacionais como a Convenção sobre a Diversidade Biológica e os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, que dependem da existência ecossistemas saudáveis como fornecedores de bens e serviços essenciais ao bem-estar humano.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Protecção do Lince-Ibérico

Ficheiro:Status iucn3.1 CR pt.svgComo todos nós sabemos, o Lince-Ibérico (Lynx pardinus) é um dos felinos mais mais ameaçado do mundo. Este facto deve-se não só à diminuição de espaço do seu habitat como também ao decréscimo das populações de coelhos ( a sua principal presa).

Para conservar esta espécie em vias de extinção já foram iniciados diversos programas de protecção ao Lince-Ibérico. 
Em Espanha, foi desenvolvido um programa de procriação em cativeiro, no qual estes indivíduos são mantidos em cativeiro. 
Em Portugal foi lança do o Programa Lince em 2004 pela Liga para a Protecção da Natureza em parceria com a organização internacional Fauna & Flora International. Este programa engloba diversos projectos entre eles, o Projecto LIFE que visa a recuperação do habitat natural do Lince-Ibérico. Para tal, o Parque Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico de Silves tem o propósito de fazer com que Linces reprodutores em cativeiro se reproduzam no território Nacional.

Desde 2011, o fundo para a Vida Selvagem da BBC (BBC wildlife Fund) associou-se ao Programa Lince, angariando fundos para a conservação e promoção do habitat natural desta espécie, promovendo também o desenvolvimento de coelhos-bravos (principal presa do Lince). Para além do trabalho de campo, esta parceria visa também a educação e   sensibilização ambiental.
Desde então o BBC Wildlife Fund já contribuiu para a preservação de 9700 hectares de habitat adequado para o Lince-Ibérico.
Esperemos que estes trabalhos na conservação desta bela espécie não sejam interrompidos, pois seria uma pena perder uma espécie de felinos tão bela como esta.

Fontes:
- http://www.lpn.pt/Homepage/Noticias/Noticias/Announcements.aspx?tabid=2378&code=pt&ItemID=669

- http://pt.wikipedia.org/wiki/Lince-ib%C3%A9rico