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domingo, 20 de janeiro de 2013

ÁFRICA: Leões perdem Habitat

Um novo estudo revelou que os leões que deambulam pelas savanas de África perderam até 75% do seu habitat nos últimos 50 anos, na sequência do aumento da densidade populacional nestes territórios.


estudo, da responsabilidade de investigadores da Duke University, nos Estados Unidos, publicado pela revista científica "Biodiversity and Conservation", alertou que o número de leões no continente africano caiu para cerca de 32.000, com as populações de leões presentes na África Ocidental, região que integra países como Guiné-Bissau, Nigéria, Mali, Costa do Marfim, Senegal ou Burkina Faso, a sofrerem uma forte pressão.
«O número de leões caiu abruptamente durante o século passado», indicou o estudo, recordando que há 50 anos existiam perto de 100.000 leões em todo o continente africano.
«A situação na África Ocidental é particularmente terrível, sem registo de grandes grupos [destes animais] e a espécie ausente de muitos dos parques nacionais da região», referiu o documento.
Nos últimos anos, a ocupação por populações humanas de territórios reconhecidos como tradicionais habitats de leões provocou a diminuição do número destes animais, bem com fragmentou os clãs existentes, sublinharam os investigadores.
Cinco países africanos terão perdido as suas populações de leões desde 2002, ano em que o estudo começou a ser desenvolvido.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Subida do nível das águas


A elevação do nível do mar provocada pelo aumento da temperatura do planeta estará mais acelerada que o estimado em 2007 pelo grupo de climatologistas da ONU, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), revelaram cientistas num estudo publicado na quarta-feira (28 de Novembro de 2012) no periódico científico "Environmental Research Letters".
Segundo a investigação feita por cientistas da Alemanha, França e Estados Unidos, actualmente o nível dos oceanos subiu 3,2 mm ao ano, 60% mais rápido que a projecção "mais confiável" do IPCC, em 2007. O relatório dos cientistas, baseado em dados de 2003, previa uma elevação de 2 mm ao ano.
A nova cifra condiz com a ideia amplamente difundida de que o mundo se encaminha para uma elevação das águas do mar em até um metro até o fim do século, disse Grant Foster, da empresa americana Tempo Analytics, um dos autores do estudo. "Eu diria que um metro de elevação do nível do mar até o fim do século é provavelmente próximo do que se encontraria se você consultasse as pessoas mais informadas a respeito", explica Foster.
 Ondas causadas pela passagem da tempestade Sandy atingem farol às margens do Lago Erie perto de Cleveland (Foto: Tony Dejak/AP)"Em terras baixas, onde se tem um grande número de pessoas vivendo no limite de um metro do nível do mar, como Bangladesh, isto significa o desaparecimento da terra que sustenta as suas vidas, e teremos centenas de milhões de refugiados climáticos. Isto pode levar a guerras por recursos e todo tipo de conflitos", acrescentou.
Ainda segundo o pesquisador, em grandes cidades costeiras, como Nova York, o principal efeito seria parecido com o que aconteceu após a passagem do furacão Sandy, que atingiu a região no fim de outubro.
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/11/nivel-do-mar-sobe-60-mais-rapido-do-que-estimou-o-ipcc-diz-estudo.html

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Bufo-real

Bufo-real (Bubo bubo) é uma ave da família Strigidae, a mesma de outras aves de rapina nocturnas habitualmente chamadas de mochos e corujas. No entanto, o que torna o Bufo-real especial são os seus 70 cm de altura que fazem dele a ave de rapina nocturna com maior porte a nível mundial.
Ficheiro:Status iucn3.1 LC pt.svgO Bufo-real pode ser encontrado não só na Europa, mas também na Ásia e no norte de África. Em Portugal, podemos encontrar esta ave principalmente em áreas de difícil acesso, com um relevo acentuado, sendo o Bufo-real mais comum nas zonas mais remotas do interior.
O Bufo-real é mais frequente nas bacias hidrográficas do rio Guadiana, do Tejo e do Douro, bem como nas serras do Caldeirão e do Barrocal algarvio e ainda em Trás-os-Montes, nas Beiras, no Alentejo e no Algarve.
Os ninhos desta ave costumam ser feitos em cavernas, fissuras ou em plataformas rochosas, bem como em troncos, buracos de árvores, arbustos e por vezes até nos solo, em zonas de declive acentuado. Em alguns locais, foram encontrados ninhos de Bufo-real em edifícios antigos, ou então em ninhos de outras aves.

A alimentação do Bufo-real baseia-se principalmente de alguns mamíferos de pequeno e médio porte, tais como ratos e ratazanas, mas também de aves de tamanho médio. Por vezes, embora raramente,eles também se alimentam de outras aves de rapina, de anfíbios, de répteis, de peixes e até de cadáveres.
Esta é uma espécie monogâmica  ou seja, a relação do casal é duradoura e permanente, sendo que as crias recebem cuidados tanto do macho como da fêmea. Esta ave é fiel à sua área de nidificação, podendo utilizar mais do que um ninho, dentro do mesmo território, apesar de preferir ter apenas 1 ou 2 ninhos durante muitos anos. Em Portugal costuma nidificar nos meses do inverno e da primavera (dezembro a junho).

Os principais factores de ameaça desta ave são essencialmente de origem humana. Visto que o Bufo-real realiza muita actividade em zonas rurais e peri-urbamas, usando os apoios eléctricos como local de poiso de caça e dormitório, é comum ocorrer a colisão e electrocussão nas linhas aéreas de distribuição eléctrica. Outro dos factores de mortalidade da espécie prende-se com o abate a tiro, por parte dos humanos, bem como o uso de iscos envenenados. Além disso, com a rarefacção das populações de Coelho-bravo, uma das suas presas, o número de aves desta espécie também tem vindo a diminuir. Outra ameaça importante é a instalação de parques eólicos nas zonas que ficam próximas dos locais de nidificação, seja durante a sua construção, seja durante a fase de exploração, não só devido ao aumento de humanos que começam a frequentar essas regiões, mas também devido ao perigo de colisão com as pás dos aerogeradores.




sábado, 6 de outubro de 2012

Conservação da Natureza - Ecossistemas

O novo sistema de classificação, que avaliará o estado dos ecossistemas às escalas local, regional e mundial e que foi anunciado no congresso mundial da IUCN de há quatro anos, estará concluído em 2025. O objetivo é que oriente as ações de conservação, auxiliando no planeamento do uso do solo e definição de prioridades em termos de investimento, ao determinar o risco de colapso de um ecossistema e da consequente perda dos serviços associados.


Em 2008 a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) anunciou a criação de um sistema de classificação dos ecossistemas análogo à Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, que denominou Lista Vermelha dos Ecossistemas.

A Lista Vermelha dos ecossistemas deve ser encarada como uma nova ferramenta de Conservação. O objetivo deste sistema que classificará todos os ecossistemas marinhos, terrestres, de água doce e subterrâneos como “Vulnerável”, “Em Perigo” ou “Criticamente em Perigo” é orientar o planeamento do uso do solo e a definição de prioridades de investimento. Os ecossistemas serão classificados de acordo com o risco de colapso, calculado com base num conjunto de critérios definidos e aceites a nível internacional, e de consequente perda dos serviços de ecossistema associados.

Na prática os resultados da classificação da Lista Vermelha dos ecossistemas permitirão identificar os ecossistemas com risco de colapso baixo, que apenas precisam de ser geridos de forma sustentável, e os ecossistemas que, por estarem ameaçados, necessitam de ser alvo de restauração ecológica. 

Por outro lado, a Lista Vermelha dos Ecossistemas também influenciará a implementação de acordos internacionais como a Convenção sobre a Diversidade Biológica e os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, que dependem da existência ecossistemas saudáveis como fornecedores de bens e serviços essenciais ao bem-estar humano.