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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Rinoceronte: PERIGO DE EXTINÇÃO

O rinoceronte pode desaparecer na África do Sul até 2020 devido à da caça predatória, alertaram as reservas particulares do país, que exigem do governo medidas para evitar a extinção do mamífero.
Segundo um estudo apresentado pela Associação de Proprietários de Rinocerontes, se a caça furtiva continuar nesse ritmo, a espécie poderá se extinguir em oito anos.
O sul-africano Brent Stirton, fotógrafo da Getty Images para a revista 'National Geographic', venceu na categoria Natureza (Histórias) com a série 'Guerra de Rinocerontes'. A foto mostra uma rinoceronte que teve seu chifre retirado com uma serra elétrica. (Foto: Reuters/Brent Stirton/Getty Images)






Na África do Sul, existem cerca de 400 reservas privadas que guardam um de cada quatro rinocerontes do país, onde pelo menos 108 exemplares foram mortos nos primeiros dois meses e meio deste ano, segundo os dados dos Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks).
O número poderá chegar a 1.300 animais em 2012, triplicando o recorde atingido em 2011, quando 448 foram mortos, de acordo com Jabulani Ngubane, responsável pela segurança da reserva de Ezemvelo, em KwaZulu-Natal.
Ngubane, citado nesta semana pelo jornal sul-africano "The Star", disse que os caçadores furtivos estão transferindo sua atividade dos parques nacionais, onde aumentou a segurança, para as reservas naturais particulares menores.
Reaçao à caça
Os especialistas calculam que na África do Sul exista cerca de 20 mil rinocerontes, embora o número exato seja desconhecido. "Precisamos de um censo adequado de rinocerontes na África do Sul, porque o governo acredita que tem tempo para reagir e não está fazendo o suficiente", afirmou Lorinda.
Os donos de reservas naturais particulares estão aplicando medidas para evitar a matança de exemplares, cujo chifre chega a preços superiores ao do ouro no mercado negro asiático, onde se atribui às peças supostas propriedades medicinais e afrodisíacas.
"É uma corrida constante. É preciso ampliar as medidas de segurança constantemente, já que os caçadores aprendem como burlá-las", explicou Colin Patrick, responsável pela reserva de Montainview, junto ao Parque Nacional Kruger, no norte do país.
Envenenar o marfim com toxinas ou retirar as hastes dos animais são algumas das soluções que os donos dessas reservas estão fazendo para impedir a caça de seus rinocerontes e a perda de seu investimento, que chega a mais de US$ 40 mil por animal.

domingo, 20 de janeiro de 2013

ÁFRICA: Leões perdem Habitat

Um novo estudo revelou que os leões que deambulam pelas savanas de África perderam até 75% do seu habitat nos últimos 50 anos, na sequência do aumento da densidade populacional nestes territórios.


estudo, da responsabilidade de investigadores da Duke University, nos Estados Unidos, publicado pela revista científica "Biodiversity and Conservation", alertou que o número de leões no continente africano caiu para cerca de 32.000, com as populações de leões presentes na África Ocidental, região que integra países como Guiné-Bissau, Nigéria, Mali, Costa do Marfim, Senegal ou Burkina Faso, a sofrerem uma forte pressão.
«O número de leões caiu abruptamente durante o século passado», indicou o estudo, recordando que há 50 anos existiam perto de 100.000 leões em todo o continente africano.
«A situação na África Ocidental é particularmente terrível, sem registo de grandes grupos [destes animais] e a espécie ausente de muitos dos parques nacionais da região», referiu o documento.
Nos últimos anos, a ocupação por populações humanas de territórios reconhecidos como tradicionais habitats de leões provocou a diminuição do número destes animais, bem com fragmentou os clãs existentes, sublinharam os investigadores.
Cinco países africanos terão perdido as suas populações de leões desde 2002, ano em que o estudo começou a ser desenvolvido.